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Geopolítica chega ao cocho?

Os relatórios internacionais publicados em abril passado revelaram cenário favorável para 2025/26, já que a oferta global de grãos tende a se recompor e afastar o aperto observado em ciclos anteriores. Respectivamente, o GMR 575 do International Grains Council/IGC e o WASDE 670 do United States Department of Agriculture/USDA, projetaram produção de 2,5 e 3 bilhões de toneladas e estoques finais de aproximadamente 640 e 800 milhões de toneladas. Não obstante à diferença apurada e decorrente da abordagem aplicada (USDA inclui arroz beneficiado), o abastecimento global aponta melhora, muito embora a eliminação total de incertezas revela-se impossível, já que risco zero é utópico.

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No meio da cadeia (produtiva) e no meio da crise (geopolítica)

A escalada das tensões no Oriente Médio e as interrupções em rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz (estabelece acesso entre o Golfo Pérsico e o Mar Arábico) e, potencialmente a via marítima “Bab el-Mandeb” (elo de ligação ao Mar Vermelho que facilita acesso ao Canal de Suez e consequentemente ao Mar Mediterrâneo), reacendem preocupações sobre a resiliência das cadeias globais de suprimento e ampliam o potencial de um choque simultâneo sobre custos, logística e oferta, já que através desses corredores transita parcela relevante do comércio mundial de petróleo, gás natural, fertilizantes e alimentos. Em 2025, os embarques do agronegócio brasileiro para aquela região somaram US$ 12,4 bilhões (29% de toda pauta exportadora de carne de frango e 6,5% de carne bovina, além de milho, açúcar, etc.),

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O mundo segue olhando para o Brasil com confiança

O ano de 2025 impôs um dos ambientes mais desafiadores da última década para a indústria de nutrição animal no Brasil. Custos elevados de insumos, forte volatilidade cambial, oscilações nos mercados internacionais de milho, soja e aditivos, além de impactos geopolíticos sobre logística e comércio de commodities, testaram a capacidade de gestão das empresas do setor. Ainda assim, o período acabou evidenciando a maturidade e a resiliência da cadeia produtiva. Segundo Ariovaldo Zani, CEO do Sindirações, a indústria respondeu com rapidez e capacidade de adaptação. Houve revisão de formulações, busca por alternativas de insumos, ajustes nas estratégias de compra, ampliação da gestão técnica e adequação a novos regulamentos.

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Boletim Informativo do Setor

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