Sindirações

Tags: agronegócio


Cotas e salvaguardas (de lá) & credibilidade e confiança (de cá)

A relação histórica do Brasil com a Europa sempre foi marcada por assimetrias estruturais que remontam ao período colonial e seguem influenciando a inserção do país no comércio internacional. A especialização produtiva em bens primários consolidou, ao longo do tempo, uma posição periférica nas cadeias globais de valor, com reflexos persistentes sobre o desenvolvimento industrial e tecnológico. No ano passado, a corrente de comércio entre o Brasil e a União Europeia superou 100 bilhões de dólares, muito embora o déficit brasileiro contabilizou cerca de 500 milhões de dólares (segundo SECEX, UM/Comtrade e Banco Mundial).



Sindirações amplia representatividade com novos associados

O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal – Sindirações anuncia a entrada de duas novas empresas associadas, ampliando a representatividade da entidade e fortalecendo sua atuação em prol da inovação, qualidade e sustentabilidade no setor de alimentação animal no Brasil. As novas integrantes são a Virbac do Brasil e a ZooProfit Animal Nutrition. “A chegada dessas duas empresas demonstra a força e a diversidade do nosso setor. Cada uma delas traz uma contribuição única em tecnologia, inovação e compromisso com a qualidade. Estamos confiantes de que essa integração fortalecerá ainda mais a representatividade do Sindirações e ampliará nossa capacidade de apoiar o desenvolvimento sustentável da indústria de alimentação animal no Brasil”, destaca Ariovaldo Zani, CEO do Sindirações.



Brasil: Vitrine ou Vidraça?

O destino do nosso planeta exige que ciência, inovação, biologia e agricultura dialoguem em harmonia. O Brasil, potência agroambiental, encontra-se diante de um dilema crucial: ser vitrine de soluções sustentáveis ou tornar-se vidraça, exposto a críticas e pressões internacionais. Albert Einstein lembraria que “o mundo não será destruído por aqueles que fazem o mal, mas por aqueles que observam sem nada fazer”, ou seja, cada ação humana está interligada a uma teia maior, e nossa responsabilidade ética é garantir às próximas gerações o usufruto dos recursos que hoje possuímos. Steve Jobs complementaria que “a inovação distingue um líder de um seguidor” e somente com criatividade e disrupção dos velhos padrões conseguiremos redesenhar sistemas produtivos e a inovação esteja a serviço não apenas da eficiência econômica, mas também da regeneração ambiental.



Roberto Betancourt é nomeado vice-presidente da IFIF

O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal – Sindirações celebra a nomeação de Roberto Betancourt, atual presidente do Conselho de Administração do Sindirações, como vice-presidente da Federação Internacional da Indústria de Alimentação Animal (IFIF). A decisão foi tomada durante a assembleia geral da federação, realizada neste 1º de outubro, e marca mais um importante avanço da representatividade brasileira no cenário mundial da nutrição animal. Na mesma ocasião, a IFIF também renovou a nomeação de Bruno Caputi, coordenador de assuntos regulatórios do Sindirações, para a coordenação do Comitê Regulatório da entidade global, fortalecendo a voz do Brasil nos debates e decisões estratégicas internacionais.



Sindirações anuncia Roberto Betancourt como novo presidente

O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal – Sindirações anuncia Roberto Ignacio Betancourt como o novo presidente da Diretoria Executiva da entidade para o próximo triênio – período de setembro de 2025 a agosto de 2028. Betancourt contará com o trabalho do médico veterinário Ariovaldo Zani, que continuará atuando como CEO da entidade, atividade que exerce desde 2007. Ricardo Ribeiral deixa a posição de presidente e assume uma cadeira no Conselho Administrativo. Os novos Conselhos de Administração e Fiscal e a nova Diretoria Executiva tomaram posse nesta segunda-feira, dia 01 de setembro.



Cuspindo (tarifaço) no prato que come

O relatório “Perspectivas Agrícolas da OCDE e FAO 2025–2034” apresenta uma análise abrangente das tendências para os mercados agropecuários nos próximos dez anos, em níveis nacional, regional e global. Elaborado em conjunto com países membros e organizações internacionais, o documento serve de base para políticas públicas fundamentadas em dados e projeções sólidas. Essa mais recente edição destaca a expectativa de crescimento da demanda, principalmente por conta da renda per capita nos países de classe média e pelo crescimento populacional nas regiões de baixa renda. A ingestão calórica de alimentos de origem animal deve crescer 6%, da qual 25% nos países de renda média-baixa, apesar da persistência de desigualdades significativas



Agro: a união faz a força!

O PIB brasileiro em 2025 deve avançar 2,2% (Banco Central do Brasil/Focus – Relatório de Mercados de 13/06/25), movimento atribuído principalmente à agropecuária e ao consumo interno apoiado no mercado de trabalho aquecido, apesar do cenário continuar apontando para desaceleração no ritmo dos serviços e da indústria de transformação, prejudicados pela alta taxa de juros e as incertezas externas (guerra tarifária e conflitos geopolíticos). Conforme estudos do Cepea/Esalq-USP e CNA, o PIB do Agronegócio avançou 3,2% no ano passado e contribuiu com 23,5% de todos os bens produzidos no Brasil. A indústria de alimentação animal, coincidentemente, avançou na mesma proporção e consumiu



Uma nova perspectiva: do “talhão” ao “talher”

É evidente que o debate sobre sustentabilidade na produção dos gêneros agropecuários vem se intensificando, motivado por pressões regulatórias e/ou exigências de mercado e, sobretudo, pela necessidade de mitigar as mudanças climáticas globais. A soja e outros insumos (café, cacau, madeira, borracha, carne bovina, etc.) foram posicionados no epicentro dessas narrativas, por conta do enviesado juízo dos protecionistas e dos ambientalistas mais radicais, à exemplo da Lei de Desmatamento da União Europeia/EUDR, que enquadrou o Brasil como país fornecedor de “risco médio”, considerando diversos fatores, dentre os quais, a conversão de florestas e pastagens em terras cultiváveis, o nível de expansão de terras agrícolas, o uso de fertilizantes nitrogenados e de combustíveis fósseis.



Enquanto eles comem, a gente produz!

A melhora nos custos dos insumos associada às sinalizações preliminares apontando para a reversão do ciclo pecuário impulsionaram uma reação importante em diversos segmentos que culminou na produção de aproximadamente 91 milhões de toneladas no ano passado. Ato contínuo, a estimativa é produzir cerca de 94 milhões de toneladas e avançar 3% durante o ano de 2025. Ainda em 2024, as rações destinadas aos frangos de corte representaram 36,9 milhões de toneladas, enquanto para as poedeiras somaram 7,18 milhões de toneladas. A produção de 14,9 milhões de toneladas de carne de frango foi sustentada, tanto pelo consumo interno, quanto pelas exportações que superaram 5 milhões de toneladas, posicionando o Brasil como maior exportador mundial.



De grão em grão…

Ainda em 2010, era publicado o livro intitulado “Nutrição Animal, principais ingredientes e manejo de aves e suínos” – ISBN 978-85-7467-017-1, fruto da iniciativa de um reconhecido especialista da nutrição animal à época, meu finado amigo Regis Regina, que contava com a colaboração de outros pesquisadores que abrilhantaram a obra. Um dos capítulos abordava a importância e a qualidade do milho na produção das dietas animais, identificava o Zea Mays (família Poaceae e gênero Zea) como cereal cultivado praticamente em todo mundo devido às suas propriedades nutricionais, capacidade energética e, sobretudo, seu excelente potencial produtivo.



Associados

FICHA DE AQUISIÇÃO

COMPÊNDIO BRASILEIRO DE ALIMENTAÇÃO ANIMAL