A relação histórica do Brasil com a Europa sempre foi marcada por assimetrias estruturais que remontam ao período colonial e seguem influenciando a inserção do país no comércio internacional. A especialização produtiva em bens primários consolidou, ao longo do tempo, uma posição periférica nas cadeias globais de valor, com reflexos persistentes sobre o desenvolvimento industrial e tecnológico. No ano passado, a corrente de comércio entre o Brasil e a União Europeia superou 100 bilhões de dólares, muito embora o déficit brasileiro contabilizou cerca de 500 milhões de dólares (segundo SECEX, UM/Comtrade e Banco Mundial).
O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal – Sindirações anuncia a entrada de duas novas empresas associadas, ampliando a representatividade da entidade e fortalecendo sua atuação em prol da inovação, qualidade e sustentabilidade no setor de alimentação animal no Brasil. As novas integrantes são a Virbac do Brasil e a ZooProfit Animal Nutrition. “A chegada dessas duas empresas demonstra a força e a diversidade do nosso setor. Cada uma delas traz uma contribuição única em tecnologia, inovação e compromisso com a qualidade. Estamos confiantes de que essa integração fortalecerá ainda mais a representatividade do Sindirações e ampliará nossa capacidade de apoiar o desenvolvimento sustentável da indústria de alimentação animal no Brasil”, destaca Ariovaldo Zani, CEO do Sindirações.
Em um ano marcado por pressões sanitárias, instabilidades geopolíticas, mudanças regulatórias profundas e crescente demanda global por proteína animal, a indústria brasileira de alimentação animal manteve ritmo de expansão e reforçou sua resiliência. Para entender como o setor atravessou 2025 – da adaptação ao novo Decreto da Alimentação Animal ao impacto do tarifaço norte-americano – e o que esperar para 2026, conversamos com Ariovaldo Zani, médico-veterinário, CEO do Sindirações e um dos nomes mais influentes na agenda de sustentabilidade e insumos agropecuários do país. A seguir, Zani analisa desempenho, custos, inovações, riscos climáticos e regulatórios e projeta os desafios que devem moldar o futuro da nutrição animal no Brasil.
De janeiro a setembro, a indústria de alimentação animal brasileira produziu 66,5 milhões de toneladas de rações, crescimento de 2,0% em relação ao mesmo período de 2024, enquanto a previsão é totalizar quase 90 milhões de toneladas (exceto suplementos minerais) durante o ano de 2025 e avançar 2,8% sobre o montante apurado no ano passado. A avicultura de corte demandou 28 milhões de toneladas de rações até setembro e manteve estabilidade apesar dos embargos sanitários vinculados à influenza aviária. As projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal/ABPA indicam produção superior a 15 milhões de toneladas de carne de frango durante o ano corrente,
O destino do nosso planeta exige que ciência, inovação, biologia e agricultura dialoguem em harmonia. O Brasil, potência agroambiental, encontra-se diante de um dilema crucial: ser vitrine de soluções sustentáveis ou tornar-se vidraça, exposto a críticas e pressões internacionais. Albert Einstein lembraria que “o mundo não será destruído por aqueles que fazem o mal, mas por aqueles que observam sem nada fazer”, ou seja, cada ação humana está interligada a uma teia maior, e nossa responsabilidade ética é garantir às próximas gerações o usufruto dos recursos que hoje possuímos. Steve Jobs complementaria que “a inovação distingue um líder de um seguidor” e somente com criatividade e disrupção dos velhos padrões conseguiremos redesenhar sistemas produtivos e a inovação esteja a serviço não apenas da eficiência econômica, mas também da regeneração ambiental.
O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal – Sindirações celebra a nomeação de Roberto Betancourt, atual presidente do Conselho de Administração do Sindirações, como vice-presidente da Federação Internacional da Indústria de Alimentação Animal (IFIF). A decisão foi tomada durante a assembleia geral da federação, realizada neste 1º de outubro, e marca mais um importante avanço da representatividade brasileira no cenário mundial da nutrição animal. Na mesma ocasião, a IFIF também renovou a nomeação de Bruno Caputi, coordenador de assuntos regulatórios do Sindirações, para a coordenação do Comitê Regulatório da entidade global, fortalecendo a voz do Brasil nos debates e decisões estratégicas internacionais.
O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal – Sindirações esteve presente, ao longo da última semana, em uma intensa agenda de compromissos internacionais em Roma, reforçando o papel estratégico do setor de alimentação animal brasileiro nos debates globais sobre sustentabilidade, regulação e inovação na produção pecuária. O Sindirações foi representado pelo seu Presidente, Roberto Betancourt e pelo seu Coordenador de Assuntos Regulatórios e Qualidade, Bruno Caputi. A programação começou com a participação na 2ª Conferência Global da FAO sobre Transformação Sustentável da Pecuária (2nd FAO Global Conference on Sustainable Livestock Transformation), promovida
Durante o mês de setembro o Sindirações costuma disponibilizar a estimativa do montante produzido de janeiro a junho do ano corrente. A produção brasileira de rações alcançou 43,4 milhões de toneladas e avançou 2,2% em relação ao respectivo semestre de 2024. A demanda da avicultura de corte consumiu 18,9 milhões de toneladas de rações e avançou timidamente, abatida pelo ritmo exportador afetado pelos embargos consequentes ao foco de influenza aviária. Apesar da pressão externa, a produção de carne de frango segue trajetória positiva e pode até superar 15 milhões de toneladas nesse ano corrente, conforme previsão da Associação Brasileira de Proteína Animal/ABPA.
O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal – Sindirações anuncia Roberto Ignacio Betancourt como o novo presidente da Diretoria Executiva da entidade para o próximo triênio – período de setembro de 2025 a agosto de 2028. Betancourt contará com o trabalho do médico veterinário Ariovaldo Zani, que continuará atuando como CEO da entidade, atividade que exerce desde 2007. Ricardo Ribeiral deixa a posição de presidente e assume uma cadeira no Conselho Administrativo. Os novos Conselhos de Administração e Fiscal e a nova Diretoria Executiva tomaram posse nesta segunda-feira, dia 01 de setembro.
O relatório “Perspectivas Agrícolas da OCDE e FAO 2025–2034” apresenta uma análise abrangente das tendências para os mercados agropecuários nos próximos dez anos, em níveis nacional, regional e global. Elaborado em conjunto com países membros e organizações internacionais, o documento serve de base para políticas públicas fundamentadas em dados e projeções sólidas. Essa mais recente edição destaca a expectativa de crescimento da demanda, principalmente por conta da renda per capita nos países de classe média e pelo crescimento populacional nas regiões de baixa renda. A ingestão calórica de alimentos de origem animal deve crescer 6%, da qual 25% nos países de renda média-baixa, apesar da persistência de desigualdades significativas