O PIB brasileiro em 2025 deve avançar 2,2% (Banco Central do Brasil/Focus – Relatório de Mercados de 13/06/25), movimento atribuído principalmente à agropecuária e ao consumo interno apoiado no mercado de trabalho aquecido, apesar do cenário continuar apontando para desaceleração no ritmo dos serviços e da indústria de transformação, prejudicados pela alta taxa de juros e as incertezas externas (guerra tarifária e conflitos geopolíticos). Conforme estudos do Cepea/Esalq-USP e CNA, o PIB do Agronegócio avançou 3,2% no ano passado e contribuiu com 23,5% de todos os bens produzidos no Brasil. A indústria de alimentação animal, coincidentemente, avançou na mesma proporção e consumiu
O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal – Sindirações esteve presente na sede do Instituto Interamericano de Cooperación para la Agricultura – IICA, em San José, na Costa Rica, para o V Workshop Latinoamericano de Asuntos Regulatórios de Nutrición Animal organizado pela Feedlatina, durante os dias 24, 25 e 26 de junho. O Sindirações foi representado pelo seu Coordenador de Assuntos Regulatórios e Qualidade, Bruno Caputi, e pelo Conselheiro, Roberto Betancourt, que também ocupa o cargo de presidência da Feedlatina. O Evento vem sendo realizado uma vez ao ano, com alternância entre os países sedes.
A segurança dos insumos utilizados na nutrição animal representa um fator crítico para a integridade da cadeia produtiva. Desde a origem da matéria-prima até o produto final, cada etapa exige rigor técnico e compromisso com a saúde animal e com a inocuidade dos alimentos de origem animal destinados ao consumo humano. “A atenção voltada à segurança dos insumos é fundamental para prevenir problemas relacionados à saúde dos animais e à qualidade dos produtos de origem animal”, afirma Bruno Caputi, coordenador de Assuntos Regulatórios do Sindirações.
É evidente que o debate sobre sustentabilidade na produção dos gêneros agropecuários vem se intensificando, motivado por pressões regulatórias e/ou exigências de mercado e, sobretudo, pela necessidade de mitigar as mudanças climáticas globais. A soja e outros insumos (café, cacau, madeira, borracha, carne bovina, etc.) foram posicionados no epicentro dessas narrativas, por conta do enviesado juízo dos protecionistas e dos ambientalistas mais radicais, à exemplo da Lei de Desmatamento da União Europeia/EUDR, que enquadrou o Brasil como país fornecedor de “risco médio”, considerando diversos fatores, dentre os quais, a conversão de florestas e pastagens em terras cultiváveis, o nível de expansão de terras agrícolas, o uso de fertilizantes nitrogenados e de combustíveis fósseis.
A melhora nos custos dos insumos associada às sinalizações preliminares apontando para a reversão do ciclo pecuário impulsionaram uma reação importante em diversos segmentos que culminou na produção de aproximadamente 91 milhões de toneladas no ano passado. Ato contínuo, a estimativa é produzir cerca de 94 milhões de toneladas e avançar 3% durante o ano de 2025. Ainda em 2024, as rações destinadas aos frangos de corte representaram 36,9 milhões de toneladas, enquanto para as poedeiras somaram 7,18 milhões de toneladas. A produção de 14,9 milhões de toneladas de carne de frango foi sustentada, tanto pelo consumo interno, quanto pelas exportações que superaram 5 milhões de toneladas, posicionando o Brasil como maior exportador mundial.
Ainda em 2010, era publicado o livro intitulado “Nutrição Animal, principais ingredientes e manejo de aves e suínos” – ISBN 978-85-7467-017-1, fruto da iniciativa de um reconhecido especialista da nutrição animal à época, meu finado amigo Regis Regina, que contava com a colaboração de outros pesquisadores que abrilhantaram a obra. Um dos capítulos abordava a importância e a qualidade do milho na produção das dietas animais, identificava o Zea Mays (família Poaceae e gênero Zea) como cereal cultivado praticamente em todo mundo devido às suas propriedades nutricionais, capacidade energética e, sobretudo, seu excelente potencial produtivo.
Recursos tecnológicos do SENAI de Campinas proporcionam suporte abrangente para a indústria de alimentação animal como um todo, contribuindo com a capacitação profissional e avanços do setor. O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal – Sindirações realizou uma visita monitorada às instalações da Escola SENAI “Prof. Dr. Euryclides de Jesus Zerbini”, em Campinas (SP), com objetivo de conhecer a inovadora unidade de alimentação e produção de ração animal, que se destaca por suas abordagens tecnológicas avançadas, sustentáveis e programas sociais.
O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal – Sindirações anuncia dois novos associados, a CFS Camlin e a Consube Agropecuária, empresas que atuam no fornecimento de importantes ingredientes para a indústria de alimentação animal. “As novas associadas contribuem para a excelência do setor em qualidade e segurança alimentar do agronegócio brasileiro. Nosso quadro contempla mais de 140 associados que são responsáveis pela produção nacional de insumos para alimentação animal”, destaca Ariovaldo Zani, CEO do Sindirações. A Camlin Fine Sciences (CFS) se consolidou ao longo das últimas três décadas como a principal fabricante integrada dos antioxidantes tradicionais (Shelf Life Solutions).
De acordo com as previsões do International Grain Council (Grain Market Report 561 – 2025, January 12nd), a oferta global 2024/2025 de grãos poderá alcançar 2,9 bilhões de toneladas (safra de 2,305 bilhões + estoque de 0,604 bilhão), enquanto a demanda aproximar-se de 2,335 bilhões, resultando em estoque de passagem de 573 milhões de toneladas (figura 1). Já o levantamento para a mesma safra, elaborado pelo Departamento de Agricultura dos EUA/USDA (World Agriculture Supply and Demand Estimates/WASDE 657 – 2025, January 10th), prevê colheita de mais de 2,8 bilhões de toneladas de grãos e estoque de passagem resultante de 756 milhões de toneladas (figura 2).
A expectativa do Sindirações é alcançar a marca de 90 milhões de toneladas de rações e concentrados, afora outros quase 4 milhões de toneladas de suplementos ao longo de 2025. A conversão das mais recentes perspectivas (elaboradas pelas entidades representativas) voltadas à produção e exportação das carnes, leite, ovos e organismos aquáticos pode redundar na demanda de aproximadamente 37,9 milhões de toneladas de rações para frangos de corte, 7,7 milhões para poedeiras, 22 milhões para suínos, 7,3 milhões para bovinos leiteiros, 7,7 milhões para bovinos de corte e mais de 1,8 milhão para peixes e camarões. Adicionalmente, as demais espécies (cães e gatos, equinos, ovinos, caprinos, perus, patos, codornas,