Sindirações

Tags: carne bovina


No meio da cadeia (produtiva) e no meio da crise (geopolítica)

A escalada das tensões no Oriente Médio e as interrupções em rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz (estabelece acesso entre o Golfo Pérsico e o Mar Arábico) e, potencialmente a via marítima “Bab el-Mandeb” (elo de ligação ao Mar Vermelho que facilita acesso ao Canal de Suez e consequentemente ao Mar Mediterrâneo), reacendem preocupações sobre a resiliência das cadeias globais de suprimento e ampliam o potencial de um choque simultâneo sobre custos, logística e oferta, já que através desses corredores transita parcela relevante do comércio mundial de petróleo, gás natural, fertilizantes e alimentos. Em 2025, os embarques do agronegócio brasileiro para aquela região somaram US$ 12,4 bilhões (29% de toda pauta exportadora de carne de frango e 6,5% de carne bovina, além de milho, açúcar, etc.),



Cuspindo (tarifaço) no prato que come

O relatório “Perspectivas Agrícolas da OCDE e FAO 2025–2034” apresenta uma análise abrangente das tendências para os mercados agropecuários nos próximos dez anos, em níveis nacional, regional e global. Elaborado em conjunto com países membros e organizações internacionais, o documento serve de base para políticas públicas fundamentadas em dados e projeções sólidas. Essa mais recente edição destaca a expectativa de crescimento da demanda, principalmente por conta da renda per capita nos países de classe média e pelo crescimento populacional nas regiões de baixa renda. A ingestão calórica de alimentos de origem animal deve crescer 6%, da qual 25% nos países de renda média-baixa, apesar da persistência de desigualdades significativas



Externalidades… Êxtase ou exagero?

É justo reconhecer que os europeus tem ocupado o pódio de proposição de iniciativas para mitigação dos indesejáveis efeitos resultantes das modificações climáticas. O ambicioso “European Green Deal”, por exemplo, estabeleceu a meta de redução de 55% nas emissões dos gases de efeito estufa até 2030 (comparadas àquelas emanadas ainda em 1990) e, sobretudo, a reversão completa até 2050, vislumbrando assim o reconhecimento de futuro emissor neutro.



Equilíbrio entre escolhas e consequências

O desafio é encontrar o equilíbrio entre a segurança alimentar e o cuidado com o meio ambiente, já que as práticas agropecuárias influenciam a sustentabilidade do planeta, assim como as necessárias medidas para mitigação das emissões comprometem os sistemas alimentares que abastecem os mais pobres.



Mais oportunidades… Mais responsabilidades!

O flagrante alívio vigente no custo das principais commodities da alimentação animal (milho e soja/farelo), tem como razão as generosas super safras produzidas e a recomposição dos estoques por aqui e acolá, muito embora, a influência da diminuição global no ritmo demandador dos produtos agrícolas observada no médio prazo, não pode nem deve ser desprezada. […]



Associados

FICHA DE AQUISIÇÃO

COMPÊNDIO BRASILEIRO DE ALIMENTAÇÃO ANIMAL