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Niño, mientras gigante en el daño!

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A possibilidade de ocorrência de um El Niño de forte intensidade coloca em alerta a agropecuária e a indústria brasileira de alimentação animal, já que seus efeitos podem começar com alterações no regime de chuvas e temperaturas, mas tendem a percorrer toda a cadeia produtiva, alcançando a oferta e a qualidade das matérias-primas, o desempenho dos animais, a logística, os custos industriais e a competitividade.

Caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, o fenômeno costuma estar associado a estiagens no Norte e Nordeste, chuvas excessivas no Sul e calor intenso no Centro-Oeste e Sudeste, muito embora, a intensidade, a duração e a distribuição regional dessas ocorrências determinarão o alcance dos impactos sobre lavouras, pastagens, disponibilidade de água e infraestrutura.

Milho, sorgo, soja, farelo de soja e trigo e arroz, além de farinhas, gorduras e outros coprodutos de origem animal, estão entre os ingredientes potencialmente mais expostos porque as chuvas irregulares podem comprometer o calendário agrícola e reduzir a produtividade. O excesso de umidade atrasa a colheita, amplia a necessidade de secagem e favorece o desenvolvimento de fungos e micotoxinas, enquanto que as áreas atingidas pela estiagem, tem sua disponibilidade de água comprometida e o potencial produtivo das lavouras diminuído.

É importante ressaltar que os efeitos transcendem as fronteiras do campo, alcançando a fabricação de alimentos para animais que emprega energia em processos como moagem, mistura, extrusão, secagem, refrigeração, climatização, embalagem e armazenagem, já que a eventual combinação de matérias-primas mais caras, maior necessidade de processamento e aumento dos custos energéticos tende pressionar a produção de rações, suplementos, concentrados, premixes e alimentos para animais de companhia.

O hipotético cenário de escassez ou forte elevação dos preços, estabelece a substituição da composição básica por insumos alternativos, contudo, a preservação do equilíbrio nutricional, da digestibilidade, a segurança, da estabilidade, da palatabilidade e do desempenho esperado são mandatórios, a fim de assegurar a qualidade da alimentação e a saúde dos animais.

Na pecuária extensiva, por exemplo, uma estação chuvosa tardia ou irregular reduz a rebrota da forragem e a capacidade de suporte das propriedades, sendo que a menor disponibilidade de alimento desacelera o ganho de peso, prolonga o ciclo produtivo e aumenta a necessidade de suplementação mineral, inclusive a perda de condição corporal provoca menor eficiência produtiva das fêmeas e, consequentemente, diminui a geração de bezerros. No caso das vacas leiteiras, o forte calor reduz o consumo e direciona parte da energia dos animais para a manutenção da temperatura corporal, com possíveis perdas na produção e nos índices reprodutivos.

Além disso, as rações e os concentrados também podem ficar mais caros por causa das pastagens e silagem prejudicadas, afora, problemas de casco, mastite e dificuldades de transporte por causa das chuvas persistentes. Leia mais…

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Confira essa e outras notícias da edição n.º 232 da Revista feed&food, clicando aqui.

Fonte: Revista feed&food

FICHA DE AQUISIÇÃO

COMPÊNDIO BRASILEIRO DE ALIMENTAÇÃO ANIMAL