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Tags: alimentação animal


O passado molda, o presente acelera, e o futuro julga!

A indústria de alimentação animal ocupa uma posição estratégica e, ao mesmo tempo, exposta, já que está posicionada entre os fornecedores de matérias-primas, energia, tecnologia e serviços e os produtores de aves, suínos, bovinos, leite, ovos, peixes, além de atender aos animais de companhia. Por conseguinte, acaba por absorver rapidamente choques climáticos, geopolíticos, cambiais, logísticos, regulatórios e tributários, embora disponha de exígua capacidade para controlá-los isoladamente.
A principal conclusão é que o setor continua amparado por fundamentos estruturais favoráveis (demanda mundial por alimentos, competitividade do agronegócio brasileiro e expansão possível das exportações), porém atravessa um ambiente de elevada incerteza.



Está cheirando a enxofre”! Onde? Onde?

Quando criança em Jundiaí/SP, lá pelo final da década de 60, eu costumava acompanhar a fileira dos vagões “gôndola” cobertos com lona grossa e pesada, trafegando sobre a bitola larga dos trilhos da saudosa Estrada de Ferro Sorocabana. A composição carregava toneladas de uma massa amarela e granulada que vinha da Baixada Santista e rumava ao interior do estado e até Uberaba/MG, a fim de abastecer os ditos “polos fertilizantes”. Esse elemento químico puro, denominado enxofre, continua sendo majoritariamente convertido em ácido sulfúrico, reagente fundamental na liberação do fósforo da rocha fosfática e produção dos fertilizantes de alta concentração, à exemplo do Fosfato Monoamônico/MAP, Fosfato Diamônico/DAP e Fosfato Triplo/TSP aplicados ao solo.



Niño, mientras gigante en el daño!

A possibilidade de ocorrência de um El Niño de forte intensidade coloca em alerta a agropecuária e a indústria brasileira de alimentação animal, já que seus efeitos podem começar com alterações no regime de chuvas e temperaturas, mas tendem a percorrer toda a cadeia produtiva, alcançando a oferta e a qualidade das matérias-primas, o desempenho dos animais, a logística, os custos industriais e a competitividade. Caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, o fenômeno costuma estar associado a estiagens no Norte e Nordeste, chuvas excessivas no Sul e calor intenso no Centro-Oeste e Sudeste, muito embora, a intensidade, a duração e a distribuição regional dessas ocorrências determinarão o alcance dos impactos sobre lavouras, pastagens, disponibilidade de água e infraestrutura.



Sindirações e FEFAC assinam Memorando de Entendimento (MoU)

O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal – Sindirações e a FEFAC, Federação Europeia dos Fabricantes de Alimentos para Animais, assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) para fortalecer a cooperação entre os setores europeu e brasileiro de alimentação animal. O acordo contempla temas como segurança dos alimentos para animais, saúde e bem-estar animal, biossegurança, sustentabilidade, normas internacionais e avanços regulatórios. Segundo Ariovaldo Zani, CEO do Sindirações, “as entidades compartilharão conhecimentos sobre aprovação dos insumos utilizados, rotulagem e limites máximos de resíduos, além de cooperar em organismos internacionais, a fim de contribuir para a implementação dos acordos entre



Sindirações participa dos fóruns internacionais sobre regulação e alimentação animal em Foz do Iguaçu

O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal – Sindirações participou, em Foz do Iguaçu (PR), de dois importantes encontros internacionais dedicados à discussão de temas regulatórios e aos desafios para o desenvolvimento sustentável da alimentação animal: o VI Workshop Latinoamericano de Asuntos Regulatorios de Nutrición Animal, realizado nos dias 28 e 29 de julho, e a 19ª edição do International Feed Regulators Meeting (IFRM), realizada nos dias 30 e 31 de julho de 2026. Os eventos reuniram representantes de autoridades regulatórias, organizações internacionais, entidades da indústria e especialistas de diversos países, proporcionando um importante espaço para o intercâmbio de informações e experiências



Importar importa, sim senhor!

A recente “Agenda Brasil Mais Competitivo”, lançada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços/MDIC, reforça a mensagem que a competitividade do setor produtivo brasileiro não depende apenas de eficiência dentro da porteira ou da fábrica, mas também da qualidade das regras, da previsibilidade administrativa, do acesso aos insumos estratégicos, da fluidez logística e da capacidade do Estado de regular com segurança, sem impor custos desnecessários. Essa agenda do MDIC reúne 24 projetos prioritários voltados ao fortalecimento da competitividade da economia brasileira com potencial de gerar economia superior a R$ 340 bilhões por ano, através de medidas de fortalecimento do ambiente de negócios, transformação digital, inovação e sobretudo, melhoria regulatória e inserção internacional.



O agricultor que alimenta, preserva e abençoa

No dia 25 do mês passado, comemoramos o Dia do Trabalhador Rural, data em homenagem a todos os produtores, lavradores e trabalhadores que atuam no campo e, com técnica, coragem e fé, sustentam famílias e conhecem o peso de decidir antes do sol nascer, plantar sem controlar a chuva e investir sem controlar o mercado. Falar desse agro em perspectiva espiritual não é romantizar o setor nem esconder seus desafios, e sim reconhecer que produzir alimento é uma das formas mais concretas de servir ao próximo, uma vez que na retaguarda de cada safra, rebanho, máquina, pesquisa, carga transportada e contrato firmado há gente trabalhando diante de Deus, administrando recursos, gerando renda, desenvolvimento e esperança.



Eurico Santi analisa os desafios da Reforma Tributária para o setor

O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal – Sindirações promoveu, na quinta-feira, 28 de maio, no auditório da FIESP, em São Paulo, a palestra “Impacto da Reforma Tributária na Indústria de Alimentação Animal: objetivos econômicos, políticos e design jurídico”. O evento reuniu associados para uma análise aprofundada das transformações trazidas pela Emenda Constitucional 132/23 e pela Lei Complementar 214/25. O conferencista foi o Prof. Dr. Eurico Marcos Diniz de Santi, coautor da Proposta de Emenda à Constituição nº 45 e uma das maiores referências jurídicas e intelectuais do país na interpretação e consolidação do novo modelo tributário brasileiro.



Geopolítica chega ao cocho?

Os relatórios internacionais publicados em abril passado revelaram cenário favorável para 2025/26, já que a oferta global de grãos tende a se recompor e afastar o aperto observado em ciclos anteriores. Respectivamente, o GMR 575 do International Grains Council/IGC e o WASDE 670 do United States Department of Agriculture/USDA, projetaram produção de 2,5 e 3 bilhões de toneladas e estoques finais de aproximadamente 640 e 800 milhões de toneladas. Não obstante à diferença apurada e decorrente da abordagem aplicada (USDA inclui arroz beneficiado), o abastecimento global aponta melhora, muito embora a eliminação total de incertezas revela-se impossível, já que risco zero é utópico.



No meio da cadeia (produtiva) e no meio da crise (geopolítica)

A escalada das tensões no Oriente Médio e as interrupções em rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz (estabelece acesso entre o Golfo Pérsico e o Mar Arábico) e, potencialmente a via marítima “Bab el-Mandeb” (elo de ligação ao Mar Vermelho que facilita acesso ao Canal de Suez e consequentemente ao Mar Mediterrâneo), reacendem preocupações sobre a resiliência das cadeias globais de suprimento e ampliam o potencial de um choque simultâneo sobre custos, logística e oferta, já que através desses corredores transita parcela relevante do comércio mundial de petróleo, gás natural, fertilizantes e alimentos. Em 2025, os embarques do agronegócio brasileiro para aquela região somaram US$ 12,4 bilhões (29% de toda pauta exportadora de carne de frango e 6,5% de carne bovina, além de milho, açúcar, etc.),



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