A possibilidade de ocorrência de um El Niño de forte intensidade coloca em alerta a agropecuária e a indústria brasileira de alimentação animal, já que seus efeitos podem começar com alterações no regime de chuvas e temperaturas, mas tendem a percorrer toda a cadeia produtiva, alcançando a oferta e a qualidade das matérias-primas, o desempenho dos animais, a logística, os custos industriais e a competitividade. Caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, o fenômeno costuma estar associado a estiagens no Norte e Nordeste, chuvas excessivas no Sul e calor intenso no Centro-Oeste e Sudeste, muito embora, a intensidade, a duração e a distribuição regional dessas ocorrências determinarão o alcance dos impactos sobre lavouras, pastagens, disponibilidade de água e infraestrutura.