A relação histórica do Brasil com a Europa sempre foi marcada por assimetrias estruturais que remontam ao período colonial e seguem influenciando a inserção do país no comércio internacional. A especialização produtiva em bens primários consolidou, ao longo do tempo, uma posição periférica nas cadeias globais de valor, com reflexos persistentes sobre o desenvolvimento industrial e tecnológico. No ano passado, a corrente de comércio entre o Brasil e a União Europeia superou 100 bilhões de dólares, muito embora o déficit brasileiro contabilizou cerca de 500 milhões de dólares (segundo SECEX, UM/Comtrade e Banco Mundial).