O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal – Sindirações anuncia a entrada de duas novas empresas associadas, ampliando a representatividade da entidade e fortalecendo sua atuação em prol da inovação, qualidade e sustentabilidade no setor de alimentação animal no Brasil. As novas integrantes são a Virbac do Brasil e a ZooProfit Animal Nutrition. “A chegada dessas duas empresas demonstra a força e a diversidade do nosso setor. Cada uma delas traz uma contribuição única em tecnologia, inovação e compromisso com a qualidade. Estamos confiantes de que essa integração fortalecerá ainda mais a representatividade do Sindirações e ampliará nossa capacidade de apoiar o desenvolvimento sustentável da indústria de alimentação animal no Brasil”, destaca Ariovaldo Zani, CEO do Sindirações.
Em um ano marcado por pressões sanitárias, instabilidades geopolíticas, mudanças regulatórias profundas e crescente demanda global por proteína animal, a indústria brasileira de alimentação animal manteve ritmo de expansão e reforçou sua resiliência. Para entender como o setor atravessou 2025 – da adaptação ao novo Decreto da Alimentação Animal ao impacto do tarifaço norte-americano – e o que esperar para 2026, conversamos com Ariovaldo Zani, médico-veterinário, CEO do Sindirações e um dos nomes mais influentes na agenda de sustentabilidade e insumos agropecuários do país. A seguir, Zani analisa desempenho, custos, inovações, riscos climáticos e regulatórios e projeta os desafios que devem moldar o futuro da nutrição animal no Brasil.
De janeiro a setembro, a indústria de alimentação animal brasileira produziu 66,5 milhões de toneladas de rações, crescimento de 2,0% em relação ao mesmo período de 2024, enquanto a previsão é totalizar quase 90 milhões de toneladas (exceto suplementos minerais) durante o ano de 2025 e avançar 2,8% sobre o montante apurado no ano passado. A avicultura de corte demandou 28 milhões de toneladas de rações até setembro e manteve estabilidade apesar dos embargos sanitários vinculados à influenza aviária. As projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal/ABPA indicam produção superior a 15 milhões de toneladas de carne de frango durante o ano corrente,
O Brasil desponta como um dos principais protagonistas mundiais no setor de bioinsumos, impulsionado por sua agricultura robusta, rica biodiversidade e um marco regulatório em modernização. O uso deles proporciona economias bilionárias, reduz a dependência de fertilizantes químicos e pesticidas e contribui para a agricultura regenerativa ao melhorar a qualidade do solo, reduzir emissões de carbono e apoiar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável/ODS voltados ao combate da degradação ambiental, erradicação da fome e pobreza e promover a paz, dentre outros. Nos três últimos anos, o mercado brasileiro cresceu em média 21% ao ano — quatro vezes mais que a média global — com predominância em soja (55%), milho (27%) e cana-de-açúcar (12%), cujo avanço ganhou novo impulso com a Lei nº 15.070/2024, que regulamenta a produção, registro, comercialização e fiscalização dos bioinsumos.
O destino do nosso planeta exige que ciência, inovação, biologia e agricultura dialoguem em harmonia. O Brasil, potência agroambiental, encontra-se diante de um dilema crucial: ser vitrine de soluções sustentáveis ou tornar-se vidraça, exposto a críticas e pressões internacionais. Albert Einstein lembraria que “o mundo não será destruído por aqueles que fazem o mal, mas por aqueles que observam sem nada fazer”, ou seja, cada ação humana está interligada a uma teia maior, e nossa responsabilidade ética é garantir às próximas gerações o usufruto dos recursos que hoje possuímos. Steve Jobs complementaria que “a inovação distingue um líder de um seguidor” e somente com criatividade e disrupção dos velhos padrões conseguiremos redesenhar sistemas produtivos e a inovação esteja a serviço não apenas da eficiência econômica, mas também da regeneração ambiental.
O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal – Sindirações celebra a nomeação de Roberto Betancourt, atual presidente do Conselho de Administração do Sindirações, como vice-presidente da Federação Internacional da Indústria de Alimentação Animal (IFIF). A decisão foi tomada durante a assembleia geral da federação, realizada neste 1º de outubro, e marca mais um importante avanço da representatividade brasileira no cenário mundial da nutrição animal. Na mesma ocasião, a IFIF também renovou a nomeação de Bruno Caputi, coordenador de assuntos regulatórios do Sindirações, para a coordenação do Comitê Regulatório da entidade global, fortalecendo a voz do Brasil nos debates e decisões estratégicas internacionais.
O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal – Sindirações esteve presente, ao longo da última semana, em uma intensa agenda de compromissos internacionais em Roma, reforçando o papel estratégico do setor de alimentação animal brasileiro nos debates globais sobre sustentabilidade, regulação e inovação na produção pecuária. O Sindirações foi representado pelo seu Presidente, Roberto Betancourt e pelo seu Coordenador de Assuntos Regulatórios e Qualidade, Bruno Caputi. A programação começou com a participação na 2ª Conferência Global da FAO sobre Transformação Sustentável da Pecuária (2nd FAO Global Conference on Sustainable Livestock Transformation), promovida
Durante o mês de setembro o Sindirações costuma disponibilizar a estimativa do montante produzido de janeiro a junho do ano corrente. A produção brasileira de rações alcançou 43,4 milhões de toneladas e avançou 2,2% em relação ao respectivo semestre de 2024. A demanda da avicultura de corte consumiu 18,9 milhões de toneladas de rações e avançou timidamente, abatida pelo ritmo exportador afetado pelos embargos consequentes ao foco de influenza aviária. Apesar da pressão externa, a produção de carne de frango segue trajetória positiva e pode até superar 15 milhões de toneladas nesse ano corrente, conforme previsão da Associação Brasileira de Proteína Animal/ABPA.
O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal – Sindirações anuncia Roberto Ignacio Betancourt como o novo presidente da Diretoria Executiva da entidade para o próximo triênio – período de setembro de 2025 a agosto de 2028. Betancourt contará com o trabalho do médico veterinário Ariovaldo Zani, que continuará atuando como CEO da entidade, atividade que exerce desde 2007. Ricardo Ribeiral deixa a posição de presidente e assume uma cadeira no Conselho Administrativo. Os novos Conselhos de Administração e Fiscal e a nova Diretoria Executiva tomaram posse nesta segunda-feira, dia 01 de setembro.
O PIB brasileiro em 2025 deve avançar 2,2% (Banco Central do Brasil/Focus – Relatório de Mercados de 13/06/25), movimento atribuído principalmente à agropecuária e ao consumo interno apoiado no mercado de trabalho aquecido, apesar do cenário continuar apontando para desaceleração no ritmo dos serviços e da indústria de transformação, prejudicados pela alta taxa de juros e as incertezas externas (guerra tarifária e conflitos geopolíticos). Conforme estudos do Cepea/Esalq-USP e CNA, o PIB do Agronegócio avançou 3,2% no ano passado e contribuiu com 23,5% de todos os bens produzidos no Brasil. A indústria de alimentação animal, coincidentemente, avançou na mesma proporção e consumiu