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Uma mão lava a outra!

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A indústria de alimentação animal brasileira, por sua vez, é estratégica por assegurar insumos nutricionais de qualidade e escala, assegurando assim a eficiência produtiva e a continuidade do suprimento

Durante o mês de setembro o Sindirações costuma disponibilizar a estimativa do montante produzido de janeiro a junho do ano corrente. A produção brasileira de rações alcançou 43,4 milhões de toneladas e avançou 2,2% em relação ao respectivo semestre de 2024.

A demanda da avicultura de corte consumiu 18,9 milhões de toneladas de rações e avançou timidamente, abatida pelo ritmo exportador afetado pelos embargos consequentes ao foco de influenza aviária. Apesar da pressão externa, a produção de carne de frango segue trajetória positiva e pode até superar 15 milhões de toneladas nesse ano corrente, conforme previsão da Associação Brasileira de Proteína Animal/ABPA.

Já o avanço de 3,3% no alojamento de poedeiras comerciais, culminou na demanda de 3,7 milhões de toneladas e alta mais expressiva, quando comparada ao primeiro semestre do ano passado. Importante ressaltar que, embora ainda incipiente, a exportação de ovos comerciais tem crescido vigorosamente e os Estados Unidos absorveram mais da metade desses embarques no período, consolidando o Brasil como fornecedor estratégico em um cenário de alta demanda internacional.

Por sua vez, a produção de rações para a suinocultura revelou razoável evolução, contabilizando 10,6 milhões de toneladas. De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal/ABPA, a produção de carne suína pode superar 5,4 milhões de toneladas em 2025, em resposta à abertura e consolidação de novos mercados como Filipinas, México e Singapura e pela estabilidade do mercado doméstico.

De acordo com os dados preliminares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/IBGE, a captação formal de leite no primeiro semestre cresceu 6,1% frente ao mesmo período de 2024. Vale destacar, inclusive, que a região Nordeste apresentou a maior expansão percentual, enquanto o Sul prevalece em volume absoluto. Essa retomada consistente, impulsionada por margens de rentabilidade mais ajustadas e menores custos de suplementação em relação ao ano anterior, exigiu mais de 3,7 milhões de toneladas de rações para vacas em lactação. Ao final de 2025, A produção de leite pode crescer até 2,5%, a depender da valorização do dólar que encarece as importações daqueles derivados do Uruguai e da Argentina e da cotação dos principais insumos para alimentação e saúde dos planteis.

A análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada/CEPEA, por sua vez, aponta importantes sinais de dinamismo na cadeia produtiva de bovinos de corte, à exemplo do incremento nos embarques ao exterior, muito embora, a produção em regime intensivo tenha confrontado margens mais apertadas, durante o primeiro semestre desse ano, período em que a produção de rações e concentrados para bovinos de corte alcançou 2,75 milhões de toneladas. O prognóstico mais otimista voltado ao segundo giro do confinamento vai depender do alívio nos custos, dos preços futuros mais atrativos e, sobretudo, da eficiência gerencial dos empreendimentos.

A demanda de rações para aquicultura somou 892 mil toneladas de janeiro a junho de 2025. Esse período revelou-se bastante desafiador para a cadeia produtiva de peixes nativos e exóticos, sobretudo por causa das vendas aquém das expectativas e dos baixos preços pagos pela tilápia. É importante ressaltar que o inverno mais rigoroso que de costume, inibe o apetite dos peixes e facilita a incidência de doenças. Já alguns carcinicultores, defronte às tantas incertezas, buscaram ampliar as áreas de viveiros nas fazendas e menores densidades de estocagem para produção de camarões maiores na tentativa de melhoria nos preços pagos.

As projeções da Associação Brasileira de Produtos para Animais de Estimação/ABINPET apontam que o segmento de alimentos para cães, gatos, peixes e pássaros ornamentais e outros responde por 53,5% do faturamento da indústria de produtos para animais de companhia. Durante o primeiro semestre desse ano, a produção de alimentos para cães e gatos alcançou quase 2 milhões de toneladas.

Mesmo diante de desafios sanitários e comerciais, é flagrante observar a resiliência da nossa cadeia produtiva de proteína animal que avança em produção e diversificação de mercados e sobretudo, rotula o selo protagonista ao Brasil, celeiro abastecedor global das carnes, peixes, ovos e leite. A indústria de alimentação animal brasileira, por sua vez, é estratégica por assegurar insumos nutricionais de qualidade e escala, assegurando assim a eficiência produtiva e a continuidade do suprimento.

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Confira essa e outras notícias da edição n.º 221 da Revista feed&food, clicando aqui.

Fonte: Revista feed&food

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