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08/10/2012
Sindirações marca presença em Simpósio Internacional de Alternativas ao uso de Antibióticos em Animais
Fonte: Sindirações

O Coordenador de Assuntos Regulatórios do Sindirações, Bruno Caputi, esteve presente no Simpósio Internacional “Alternativas aos Antibióticos: Desafios e Soluções em Produção Animal”, realizado na última semana de Setembro em Paris na sede da OIE – Organização Mundial da Saúde Animal. O evento foi organizado conjuntamente pela OIE, USDA – Departamento de Agricultura dos EUA e IABS – Aliança Internacional para Padronização Biológica e contou com a presença de cientistas, veterinários, legisladores e empresários de aproximadamente 40 países.

Palestrantes de diversos países focaram nas mais recentes descobertas científicas e novas tecnologias com o potencial de prevenir e tratar doenças dos animais

A expectativa original dos organizadores era destacar os resultados de pesquisas promissoras e novas tecnologias que oferecem alternativas aos antibióticos, de forma a avaliar os desafios associados à comercialização e uso e propor estratégias práticas ​​para apoiar o desenvolvimento dessas tecnologias através de cinco painéis, a saber:

  • Alternativas aos antibióticos: Lições da Natureza;
  • Abordagens de modulação do sistema imunológico para aumentar a resistência a doenças;
  • Microbioma intestinal e desenvolvimento imunológico;
  • Promotores de crescimento alternativos aos antibióticos;
  • Ações regulatórias para permitir o licenciamento de alternativas aos antibióticos.

Dentre as possíveis alternativas, foram apresentados estudos envolvendo peptídeos antimicrobianos, pré e pró-bióticos, metais pesados, bacteriófagos, imunomoduladores, vírus, fitonutrientes, ácidos orgânicos, óleos essenciais e enzimas. Durante as discussões, ainda foram citadas alternativas consideradas polêmicas como microbiota de animais sadios, transgenia, hormônios e B-agonistas.

A percepção da maioria dos espectadores revelou que o setor ainda carece de pesquisas adicionais para entendimento do mecanismo de ação de muitas dessas alternativas. Também existe um grande número de matérias-primas disponíveis e faz-se necessário estudar cada uma delas, assim como seus sinergismos. Os resultados ainda pecam na repetibilidade e o investimento financeiro para novas alternativas é limitado. Ficou claro também, que os órgãos reguladores precisam estar em contato com as empresas e pesquisadores desde a origem das pesquisas para que os estudos possam ser agilizados sem comprometimento da área regulatória.

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