Durante os últimos meses, o custo das principais commodities da alimentação animal (milho e soja/farelo) vem sendo pressionado por conta das generosas safras já realizadas e outras esperadas e a hipotética recomposição dos estoques por aqui e acolá, cenário bastante distinto daquele que perdurou anteriormente com preços internacionais elevados devido à recuperação da demanda após o surto da pandemia de COVID-19 e as consequentes interrupções de abastecimento e comércio internacional agravadas pelo conflito na Ucrânia.
É patente que a inteligência artificial/IA já contribui decisivamente com o agronegócio, melhorando a eficiência, a produtividade e a lucratividade, auxiliando os produtores a tomar decisões baseadas em dados, otimizando o gerenciamento das culturas, prevendo padrões climáticos e surtos de doenças e simplificando o gerenciamento da cadeia de suprimentos, através da análise de dados sobre demanda, produção e distribuição para otimização do fluxo de mercadorias, minimização do desperdício e redução das emissões.
Thiago Silva convida Ariovaldo Zani, CEO do Sindirações, sobre análise da produção de ração animal, de janeiro a dezembro do ano passado foram produzidos cerca de 82 milhões de toneladas, um crescimento de 1,3%.
No contexto global, o desenvolvimento político, econômico, social, ambiental e tecnológico atua como estímulo à sociedade contemporânea no sentido de inovar diante da complexidade e incerteza presentes e resultantes de um mundo altamente interconectado, que passa por profundas transformações, cada vez mais rápidas. Esses fatores, logicamente, impactam no agronegócio e na produção de alimento. Identificar tais demandas, analisar e compreender são atitudes fundamentais para o setor seguir no curso da evolução.
Integrantes do Fórum ProBrasil, que reúne entidades produtoras e exportadoras de proteína animal, de biodiesel e bioquerosene, participaram de reunião nesta quinta-feira (2), na sede da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), em Brasília, para debater ações que estimulem o desenvolvimento socioeconômico, com especial atenção ao meio ambiente, à segurança alimentar, à qualidade de vida e o fortalecimento industrial.
A expansão constante do agronegócio brasileiro impôs ao Estado uma carga elevada de demanda na execução das práticas de controle e fiscalização agropecuária. Sendo assim, uma modernização na prestação de serviços de controle se tornou ainda mais necessária.
O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal – Sindirações realizou, no dia 8 de dezembro, a apresentação do balanço do setor de alimentação animal 2022 (com estimativa final de crescimento de 1,3% e produção de aproximadamente 82 milhões de toneladas de rações), seguido do tradicional jantar de confraternização com membros das empresas associadas.
O desafio é encontrar o equilíbrio entre a segurança alimentar e o cuidado com o meio ambiente, já que as práticas agropecuárias influenciam a sustentabilidade do planeta, assim como as necessárias medidas para mitigação das emissões comprometem os sistemas alimentares que abastecem os mais pobres.
Incentivadas pela sociedade global e pelo movimento de pressão dos fundos de investimento público e privado, praticamente todos os empreendedores que fornecem insumos para a cadeia produtiva de proteína animal tem vocalizado que tratam a sigla ESG (Environmental, Social & Governance) como visão corporativa, de ponta a ponta, e focado no cuidado do ecossistema ao seu redor, colaborando com soluções inovadoras voltadas ao desenvolvimento sustentável de longo prazo, principalmente, àquelas voltadas à mitigação da pegada ambiental.
Em função das exigências ambientais e sanitárias, sobretudo por parte dos mercados europeus, a rastreabilidade da cadeia de produção de alimentos é hoje uma necessidade e uma realidade. Para Ariovaldo Zani, CEO do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindiraçōes) e presidente do CBNA (Colégio Brasileiro de Nutrição Animal), ela pode ser a resposta do agronegócio brasileiro à segurança alimentar e à pauta ESG.