A relação histórica do Brasil com a Europa sempre foi marcada por assimetrias estruturais que remontam ao período colonial e seguem influenciando a inserção do país no comércio internacional. A especialização produtiva em bens primários consolidou, ao longo do tempo, uma posição periférica nas cadeias globais de valor, com reflexos persistentes sobre o desenvolvimento industrial e tecnológico. No ano passado, a corrente de comércio entre o Brasil e a União Europeia superou 100 bilhões de dólares, muito embora o déficit brasileiro contabilizou cerca de 500 milhões de dólares (segundo SECEX, UM/Comtrade e Banco Mundial).
A melhora nos custos dos insumos associada às sinalizações preliminares apontando para a reversão do ciclo pecuário impulsionaram uma reação importante em diversos segmentos que culminou na produção de aproximadamente 91 milhões de toneladas no ano passado. Ato contínuo, a estimativa é produzir cerca de 94 milhões de toneladas e avançar 3% durante o ano de 2025. Ainda em 2024, as rações destinadas aos frangos de corte representaram 36,9 milhões de toneladas, enquanto para as poedeiras somaram 7,18 milhões de toneladas. A produção de 14,9 milhões de toneladas de carne de frango foi sustentada, tanto pelo consumo interno, quanto pelas exportações que superaram 5 milhões de toneladas, posicionando o Brasil como maior exportador mundial.
Com uma abordagem abrangente sobre a trajetória histórica de um dos segmentos mais relevantes do agronegócio brasileiro, “Alimentando o mundo: a história e o legado da produção de Aves, Ovos e Suínos no Brasil” apresenta mais de 50 entrevistas que destacam como mulheres e homens venceram adversidades para transformar o Brasil em uma potência global na produção de proteína animal. Publicado pela Editora KPMO e escrito por Keila Prado Costa (USP), o livro conta com o apoio de importantes entidades como ABPA, Embrapa, FACTA, Alanac e Sindirações.
A produção brasileira de rações e suplementos minerais encerrou o último ano com crescimento de 1%. Foram quase 83 milhões de toneladas de produção total, e a expectativa é ainda melhor para 2024. Ariovaldo Zani, diretor executivo do Sindirações, comenta sobre os números e o cenário.
Como de costume, ao final de cada mês de março, o Sindirações disponibiliza a estimativa final do montante produzido no ano anterior. Mais uma vez, a produção brasileira de rações e suplementos minerais conseguiu avançar, encerrando 2023 com crescimento de 1% e produção total de 82,9milhões de toneladas de rações (1,2% acima da quantidade de 2022), apesar do recuo apurado no segmento de sal mineral que somou 3,7 milhões de toneladas (4,5% abaixo do montante de 2022).
A qualidade dos grãos, estocagem, disponibilidade e custo desses insumos da ração animal afetam toda a cadeia produtiva de aves e suínos. O Ligados & Integrados convidou o vice-presidente executivo do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal – Sindirações, o Ariovaldo Zani, que explica a importância de cada uma dessas etapas.
Considerados dois dos maiores segmentos da cadeia de produção pecuária do país, as indústrias de alimentação animal e a de produtos veterinários fecharam 2022 com crescimento, embora com índices bastante distintos. A indústria de ração animal foi a que apresentou o avanço mais tímido, de 1,3% enquanto a de produtos veterinários registrou expansão de 14%.
O Sindirações divulgou a prévia do setor de rações e concentrados em 2023, com a produção total atingindo 20,5 milhões de toneladas no primeiro trimestre do ano, montante praticamente equivalente àquele alcançado no último trimestre do ano passado. Em 2022, o setor havia avançado 1,3% e o cenário projetado para esse ano corrente é de pouco mais de 2%, ou seja, algo próximo a 84 milhões de toneladas.
Com o alto custo do milho e do farelo de soja, principais insumos da ração para aves e suínos de produção, produtores e profissionais da avicultura e suinocultura estão em busca de alternativas para garantir a alimentação dos animais. E uma solução pode estar nos cereais de inverno, como trigo, aveia, centeio, cevada e triticale.
Thiago Silva convida Ariovaldo Zani, CEO do Sindirações, sobre análise da produção de ração animal, de janeiro a dezembro do ano passado foram produzidos cerca de 82 milhões de toneladas, um crescimento de 1,3%.