Garantia de qualidade, rastreabilidade e boas práticas são fundamentais para evitar riscos à saúde animal e humana
A segurança dos insumos utilizados na nutrição animal representa um fator crítico para a integridade da cadeia produtiva. Desde a origem da matéria-prima até o produto final, cada etapa exige rigor técnico e compromisso com a saúde animal e com a inocuidade dos alimentos de origem animal destinados ao consumo humano. “A atenção voltada à segurança dos insumos é fundamental para prevenir problemas relacionados à saúde dos animais e à qualidade dos produtos de origem animal”, afirma Bruno Caputi, coordenador de Assuntos Regulatórios do Sindirações.
Entre os pontos de maior vigilância estão a qualidade dos ingredientes, a qualificação dos fornecedores e a rastreabilidade dos materiais adquiridos. “O principal ponto de atenção é garantir a qualidade dos ingredientes, que os mesmos sejam livres de contaminantes e patógenos, o que pode ser verificado por meio de análises laboratoriais”, explica Caputi. Ele acrescenta que também é necessário verificar o cumprimento das boas práticas de fabricação e armazenagem, bem como o alinhamento com a legislação vigente. A rastreabilidade, por sua vez, permite identificar a origem dos insumos e realizar ações corretivas mais rapidamente, caso seja detectado algum problema.
Nos últimos anos, a legislação brasileira relacionada à alimentação animal tem passado por um processo de modernização. Contudo, segundo Caputi, ainda não houve avanços significativos no texto legal que trata de riscos como micotoxinas, resíduos químicos e agentes microbiológicos.
“Este cenário está prestes a mudar, pois o MAPA está estudando o assunto e tem se esforçado para alinhar suas normas às diretrizes internacionais”, afirma, citando o trabalho de harmonização com as recomendações da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e do Codex Alimentarius.
Ainda que os regulamentos não tenham sido atualizados na íntegra, algumas ações já vêm sendo adotadas por parte das autoridades. “O MAPA já prevê em sua fiscalização uma análise exploratória dos contaminantes na alimentação animal através de programas internos de monitoramento”, explica o especialista. Ele também destaca a intensificação da fiscalização sobre boas práticas de fabricação e comercialização de alimentação animal, o que tem exigido maior preparo e conformidade da indústria. Leia mais…
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Fonte: Revista feed&food
