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05/07/2018
Do campo à cidade
Fonte: Revista Xclusive feed&food - Jul/2018

“Greve dos caminhoneiros gerou prejuízos milionários a todos os elos do agronegócio brasileiro. Agora, setor preza pela união para recuperar a produtividade dentro e fora da porteira”

Ao reivindicar mudanças, a classe dos caminhoneiros interrompeu suas atividades em todo o Brasil no final de maio, bloqueando as estradas por 11 dias até que seus pedidos fossem atendidos. Período suficiente para causar prejuízos milionários em diferentes setores da economia, além do desabastecimento do País.O agronegócio, um dos segmentos dependentes dessa logística para o transporte de produtos, foi uma das atividades mais prejudicadas com o movimento. A ação gerou impactos de curto, médio e longo prazo para toda a cadeia produtiva em vários níveis, desde o campo até a indústria.

Na produção de proteína animal, os principais impactos foram decorrentes do atraso na distribuição de insumos às indústrias e fazendas, o que, consequentemente, retardou o abate e processamento dos animais e a entrega do produto final aos pontos de venda. Todos esses fatores pioraram ainda mais a situação das cadeias produtivas. Isso porque o setor já estava passando por crises e dificuldades devido a problemas políticos e econômicos vivenciados nos últimos dois anos, causados pelas operações Carne Fraca e Trapaça e a delação da JBS, complementadas agora com a greve dos caminhoneiros, isso sem contar os embargos de exportações e o alto custo produtivo registrados nos últimos meses.

Entre os segmentos mais afetados, estão avicultura de corte, suinocultura e bovinocultura de leite, conforme análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea/USP). Isso porque os três setores possuem um ciclo mais curto, desenvolvido e tecnológico, que demandam maior intensidade no uso dos insumos. Nesses setores, a falta de matéria-prima reduziu consideravelmente a produtividade dos animais, diminuindo a produção no período. Em alguns casos, a escassez de alimentos provocou até a mortalidade de plantéis produtivos.

“O problema da avicultura e suinocultura é o ciclo de produção e sua dinâmica que deve ser rigorosamente respeitada. É muito mais rápido”, afirma o vice-presidente executivo do Sindirações, Ariovaldo Zani, ao destacar que a rentabilidade dos segmentos já estava baixa e só piorou com o movimento dos caminhoneiros. De acordo com o executivo, durante a semana de paralisação o setor de nutrição animal deixou de faturar cerca de R$ 1,2 bilhão, o que representa 2% do total gerado pelo segmento em 2017, equivalente a R$ 60 bilhões.

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