O Brasil desponta como um dos principais protagonistas mundiais no setor de bioinsumos, impulsionado por sua agricultura robusta, rica biodiversidade e um marco regulatório em modernização. O uso deles proporciona economias bilionárias, reduz a dependência de fertilizantes químicos e pesticidas e contribui para a agricultura regenerativa ao melhorar a qualidade do solo, reduzir emissões de carbono e apoiar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável/ODS voltados ao combate da degradação ambiental, erradicação da fome e pobreza e promover a paz, dentre outros. Nos três últimos anos, o mercado brasileiro cresceu em média 21% ao ano — quatro vezes mais que a média global — com predominância em soja (55%), milho (27%) e cana-de-açúcar (12%), cujo avanço ganhou novo impulso com a Lei nº 15.070/2024, que regulamenta a produção, registro, comercialização e fiscalização dos bioinsumos.
O destino do nosso planeta exige que ciência, inovação, biologia e agricultura dialoguem em harmonia. O Brasil, potência agroambiental, encontra-se diante de um dilema crucial: ser vitrine de soluções sustentáveis ou tornar-se vidraça, exposto a críticas e pressões internacionais. Albert Einstein lembraria que “o mundo não será destruído por aqueles que fazem o mal, mas por aqueles que observam sem nada fazer”, ou seja, cada ação humana está interligada a uma teia maior, e nossa responsabilidade ética é garantir às próximas gerações o usufruto dos recursos que hoje possuímos. Steve Jobs complementaria que “a inovação distingue um líder de um seguidor” e somente com criatividade e disrupção dos velhos padrões conseguiremos redesenhar sistemas produtivos e a inovação esteja a serviço não apenas da eficiência econômica, mas também da regeneração ambiental.
Assuntos regulatórios e sustentabilidade no setor de alimentação animal foram os principais temas discutidos.
O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal – Sindirações esteve presente em Atlanta/EUA, onde ocorreu a International Production & Processing Expo – IPPE, o maior evento anual do mundo da indústria de aves, carnes e alimentos para animais; para uma série de reuniões da International Feed Industry Federation – IFIF, que é a entidade associativa que representa a indústria global de alimentação animal.
O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal – Sindirações participou, ao longo de novembro, de uma série de eventos e reuniões na sede da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), em Roma, na Itália, representado por Roberto Betancourt, membro do conselho de administração, e por Bruno Caputi, Coordenador de Assuntos Regulatórios. Ao longo da jornada na FAO, Bruno Caputi foi aprovado por unanimidade para chefiar o pilar regulatório global da IFIF.
O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal – Sindirações marcou presença no V Seminário – Desafios da Liderança Brasileira no Mercado Mundial da Soja, realizado nos dias 19 e 20 de setembro na sede da EMBRAPA SOJA, em Londrina (PR). Representado por Bruno Caputi, coordenador de assuntos regulatórios e qualidade, o Sindirações é coorganizador do evento desde a sua primeira edição, juntamente como outras entidades representativas da cadeia da soja como a ACEBRA, ABIOVE, ANEC, ASCB, OCB e a própria EMBRAPA.
Importante ressaltar que “AUTO” controle não significa total liberdade por parte do setor regulado, sobretudo porque autocontrolar-se exige demonstração não só do cumprimento da legislação, mas também implementação de programas que efetivamente demonstrem o comando das operações, reduzam a probabilidade de ocorrência de perigos, a recorrência de não conformidades e a promoção da melhoria contínua.
O executivo reforçou o papel protagonista que o Brasil detém na produção e exportação de gêneros agropecuários através da inovação e do robusto potencial energético renovável, necessário ao combate dos indesejáveis efeitos das alterações climáticas.
Por conta de ocupar o pódio da produção internacional e reconhecido protagonismo exportador, a cadeia produtiva de proteína animal brasileira responde pela geração de milhões de empregos diretos e indiretos, é responsável por consideração fatia do PIB e contribui decisivamente no superavit da balança comercial, além de constituir atividade imprescindível para abastecimento e garantia da segurança alimentar doméstica e global.
A expansão constante do agronegócio brasileiro impôs ao Estado uma carga elevada de demanda na execução das práticas de controle e fiscalização agropecuária. Sendo assim, uma modernização na prestação de serviços de controle se tornou ainda mais necessária.
O CEO do Sindicato aponta ainda que, entre os setores do agro que adquirem rações, foram mais demandantes dos produtos aqueles que resultam em proteínas mais exportadas, como carne de frango, suína e bovina. Rações para aves poedeiras e vacas leiteiras, por exemplo, tiveram queda na produção.